sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Panfletagem no Metrô de Maria da Graça distribui 2000 Classes Operárias nesta quinta-feira 03 de dezembro











Mais Uma panfletagem vitoriosa No Metro de Maria da Graça onde se Reuniram a Base de Maria da Graça e Vila Maria na Panfletagem de 2000 classes Operárias pela Manhã no horário de 6:00 as 8:30 na Entrada dos trabalhadores que utilizam o metro como transporte para o trabalho.

Essa permanece sendo nossa prioridade, a divulgação massiva das posições políticas do partido através do jornal “ A Casse Operária” diferente da calçada da resistência nosso trabalho ainda se inicia mas teremos u longo trabalho pela frente para estabelecer aqui também a tradição de distribuição de nosso Glorioso Jornal

Radio Plenitude Jacarezinho Terça 1 de dezembro de 2009 das 10 horas ao meio-dia







Heloisa e Márcia da UBM do Jacarezinho e Raquel e Zulmara da pastoras da Igreja batista do jacarezinho.

Tema do programa: “ Papel da UBM” (União Brasileira de Mulheres)

Rico debate em torno da necessidade de organização das mulheres, como forma de luta por uma cidadania digna.

A História da UBM: Como nasceu, suas dificuldades através dos anos, enfrentando preconceitos contra o papel da mulher na sociedade.

Foi sublinhado o caráter amplo da UBM sem discriminação de qualquer espécie, exceto para os que desejam que a condição feminina seja de subalternidade, no mundo em que vivemos.

Ponto de contato fundamental entre nós e as pastoras: é preciso, é possível mudar este mundo em busca da solidariedade entre as mulheres do mundo inteiro.

Todos e todas, que querem um mundo de justiça, sem opressão, devem juntar-se na construção desse outro mundo possível.

Outros programa virão na rádio Plenitude e o Jacarezinho tornar-se-á o foco irradiador desse trabalho de suma importância nas rádios comunitárias.

Viva A UBM

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

CONVERSA ENTRE BRUNO, FRAGUITO E HELOÍSA SOBRE A HISTÓRIA DA BANCA DO MÉIER



- história da Banquinha do Méier:

O shopping do Méier foi o primeiro da América Latina . E toda a população da Z.N. vinha para praça Agripino Frieco, fazendo passagem pela Dias da Cruz.

Logicamente a calçada passa a ser um ponto estratégico político para as campanhas eleitorais, onde se reunirão o PMDB, PT, PDT, PSB, PcdoB. Todas as correntes e partidos transformando-a num ponto de luta política.

Sendo que, naquela época, o funcionamento do shopping era de domingo a domingo.

A VITÓRIA DO BAIRRO DO MÉIER REPRESENTAVA A VITÓRIA NO MUNICÍPIO E NO ESTADO.

- Como começa a Caçada da Resistência?

O Partido resolve, em 1996, lançar a Jandira como prefeita. Nisso vem arrigementar quadros de outras forças políticas. Toma corpo, então, a organização do partido que chega a ter sede nesse momento. Há então, do conjunto do distrital, a decisão de colocar a banca no sábado de manhã. De lá pra cá há uma vazão de materiais e crescimento político na distrital.

A distribuição de materiais não se restringia à distribuição do jornal “A Classe Operária”, mas também de boletins de prestação de contas de nossos mandatos parlamentares.

- Por que Calçada da Resistência?

Por decisão dessa mesma gestão da direção distrital foi feito um convite a todas as forças políticas do campo de esquerda, mas que no seu conjunto só participaram efetivamente o PCdoB, o PT, o PHS e o PDT, que não chegaram a permanecer um ano. Então a Calçada da Resistência do PcdoB até os dias de hoje.

- O que foi feito para aglutinar essas forças mais a frente?

Foi tirado março, aniversário do Partido como mês de comemoração da Calçada, como forma de aglutinar as outras forças políticas após isso.

- Quais foram os personagens de destaque no campo político do município que chegaram a participar?

Jandira Feghali, Edmilson, Gusmão, Paulo Ramos (Paulo Ramos), Mario Del Rey (ainda militando neste período no PSB), Jorge Bittar (PT), Chico Alencar (na época ainda no PT), Ana Rocha (Presidenta do Partido).

- A Calçada teve também outras formas de comunicação?

Caixa de som, megafone, discursos políticos falando desde militantes como a atual presidente do distrital (Heloísa da Silva Vieira) que, no período falava como membro da categoria do magistério (na época diretora da Zonal do Sindicato dos Professores).

- Fraguito, João Carlos, eram nesse período, diretores da Associação de Moradores do Méier.

- Que frutos parecem, hoje, na distribuição da “Classe”?

Hoje temos nos moradores do bairro, e na região do Grande Méier, um interesse muito grande pelo jornal, que passou a ser um veículo de formação de opinião.

O uso do som foi abandonado por conta do incomodo que causava no comércio, mas na opinião do Fraguito, por exemplo, o uso do som, uma vez por mês, nos propiciaria novamente outro patamar na ação da Secretaria de Comunicação do Partido.

O Distrital Vila Isabel, a exemplo da banca do Méier também fez sua calçada da resistência que resultou numa das maiores votações no partido tanto para deputado estadual Edmilson Valentim, como para Jandira, que fez uma expressiva votação no Méier e em Vila Isabel.

- As lutas na Calçada

Os abaixo-assinados das campanhas contra a ALCA, pelo desarmamento, contra a Base de Alcântara, bem como contra as privatizações do FHC, marcaram nossas atividades na “Banquinha” como é carinhosamente chamada.

Comemoração de 21 Anos da União Brasileira de Mulheres e de 22 da Revista Presença da Mulher

Dia de sol dia de alegria, ato político com a presença de Jandira Feghali, Jô mores 1° presidente da UBM, Helena Piragibe presidente da UBM, secretária estadual de mulheres, Ana Rocha Presidente Estadual do PC do B do conselho editorial da Presença da Mulher, dentre outras figuras femininas de destaque...

Há na Festa um momento de grande emoção, a homenagem as mulheres que se destacaram nas lutas de suas comunidades.Esse momento é especial para o Distrital Méier foi a homenagem a Dona Maria, liderança da ocupação de Vila Maria em Higienópolis.

Lembranças saudosas de seu Manoel de Vila Maria que, junto com dona Maria, abriu espaço para construção de uma comunidade, com uma das melhores qualidade de vida do Bairro.

Outro momento gratificante para o distrital Méier, foi a apresentação da Escola de Samba da Infante da Lins Imperial, Sob a direção da Camarada Vitória membro do atual pleno da direção, MARAVILHOSA apresentação.

A capoeira, hoje em destaque com o poético filme "Besouro", apresentou-se de maneira impecável,sob direção do camarada Robertinho da Direção do Distrital.

O Brilhante encerramento com números musicais variados, mostrou a força da luta das mulheres no Rio de Janeiro e em todo Brasil

Parabéns UBM! Estamos orgulhosos de você!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Homenagem a Dona Maria de Vila Maria



D. Penha Maria dos Santos Braga, ou D. Maria, como é conhecida, nasceu em 1938, na cidade de Alegre, no Espírito Santo. Nunca freqüentou escola. Trabalhou como empregada doméstica em sua juventude, até casar-se. Em 1962, mudou-se para a favela do Jacarezinho, com a sua família. Um ano depois, foi morar em uma vila de barracos próxima, no bairro Higienópolis. Em 1975, a Secretaria Estadual de Segurança Pública, sob a alegação de que precisaria do terreno onde localizava-se a favelinha para construir um albergue para ex-presidiários, removeu as oito famílias que moravam naquele terreno para um conjunto habitacional em Senador Camará, bairro da Zona Oeste. D. Maria não foi com as outras. Alugou uma casa no bairro. Ela trabalhava como cozinheira em um bar perto do terreno onde tivera a sua casa. Freqüentemente, passava por lá. A Secretaria não fizera mais nada no local, a não ser um portão que, fechado a cadeado, impedia a entrada de pessoas naquela área. Lá dentro, o matagal tomara conta do terreno.

D. Maria não se conformava com a perda da sua casa. Em seu íntimo, martelava uma idéia que tornou-se quase uma obsessão para ela: tinha de voltar. Só que os tempos eram violentos e ela não atinava com o que fazer para recuperar o lugar onde morara. Em 1975, a ditadura atingira o seu ápice. Mas, três anos depois, começou a emitir sinais de enfraquecimento. Em 1979, Brizola decidiu-se a voltar para o Brasil. Os partidários daquele chefe político iniciaram os preparativos para o seu retorno. Levada pelo Sr. Manoel, um vizinho, D. Maria filiou-se ao partido em formação e ali conheceu vários políticos e intelectuais do campo da esquerda. Conversando com uns e outros sobre o seu desejo de retornar ao local de onde fora despejada pelo Governo, foi incentivada por eles a ir em frente. Entusiasmada, tratou de convencer o Sr. Manoel, que ainda estava receoso de entrar nesta empreitada, pois sofrera perseguição política em 1964. Passou-se mais dois anos. No início de 1981, os dois entraram em acordo e juntos, passaram a visitar os moradores que foram removidos em 1975, convidando-os a voltarem de novo a ocupar o terreno, que estava abandonado, cheio de mato. E já tinham um plano desenhado. Entrariam no dia 28 de fevereiro daquele ano, na madrugada de sábado de carnaval, aproveitando o feriado para construírem os barracos e caírem dentro deles com as crianças. Como reforço, contavam ainda, assim que a notícia corresse, com a afluência de centenas moradores das comunidades próximas. Assim, em vez de um terreno mal ocupado com oito famílias, haveria muitas dezenas de famílias ocupando cada palmo do terreno. Deste modo, seria mais difícil para o Estado empurra-los para fora. Foi assim.

Na madrugada do dia 28, às cinco horas da manhã, conforme o combinado, a ocupação foi iniciada. Os policiais chegaram logo, chamados pelos vizinhos do bairro, apavorados com aquele movimento de gente maltrapilha no terreno baldio, pressentindo já o surgimento de uma nova favela bem ao lado de suas casas, a desvalorizar-lhes os imóveis. D. Maria, coerente com a sua iniciativa, chamou para si a responsabilidade de representar os posseiros, tanto diante dos policiais irritados com aquela novidade maldita para eles a apurrinha-los no carnaval como diante daqueles que chegavam em busca de chão, às vezes reagindo agressivamente ao fato de não encontrarem mais lugar. Dá para imaginar a pressão a que se tinha de resistir para manter as ruas largas ao longo de todos os trajetos e praças amplas o suficiente para manobra de carros. A atuação de D. Maria foi fundamental para a consolidação desse traçado. Com a sua autoridade de senhora, emanada do seu pioneirismo, determinação e coragem, submetia à obediência os recalcitrantes mais teimosos. Naqueles dias iniciais, turbulentos, D. Maria cresceu, legendou-se e tornou-se um ícone, uma ferramenta para unificar os interesses diversos, particulares, quase sempre conflitantes, existentes na comunidade. E em homenagem a sua luta, os posseiros deram à ocupação o seu nome: Vila Maria.

A Vila Maria foi fundada em 28 de fevereiro de 1981. Em uma área de 13.000m² acomodam-se 280 casas, oito comércios e cerca de 900 moradores. A Vila Maria é plana e totalmente urbanizada. Situa-se no interior de um grande quarteirão, com entrada e saída por um só corredor, que desemboca na Av. D. Hélder Câmara, 2326, Higienópolis. Tem um feitio alongado, de vila. Dista cerca de quatrocentos metros da comunidade do Jacarezinho. Possui uma rede regular de água e esgoto construída por mutirão, em 1981. É eletrificada desde 1982 pela Light e a sua iluminação pública é feita pela Rio Luz. A coleta de lixo é feita pela COMLURB nos domicílios todos os dias, inclusive domingos e feriados. As cartas são entregadas pelos correios diretamente aos moradores. Em 1985, a Vila Maria foi contemplada pelo programa Cada Família Um Lote e todos os posseiros receberam títulos de posse. Em 1988, a Vila Maria foi totalmente asfaltada. Ela é representada politicamente pela Associação de Moradores, fundada no terceiro dia da ocupação. D. Maria participou dos três primeiros mandatos. De 1981 a 1986 foi vice-presidente da Associação. De 1987 a 1989, foi presidente da mesma. Em 1991, o IBGE classificou a Vila Maria entre as dez favelas com melhor qualidade de vida.

Dona Maria deu exemplo. Naquela época, havia uma grande fermentação da miséria nacional, agravada pela ditadura que já não conseguia manter o controle da situação. O seu mérito foi ter aproveitado o momento que já se mostrava propício quando ainda muitos não o enxergavam. Mostrou que a adversidade pode ser superada pela luta. Homenagear a D. Maria é reconhecer a boa cepa da mulher negra e favelada. É quebrar o discurso ideológico de que a mulher e o negro são indolentes e incapazes de cuidarem de si mesmos. Nos momentos mais difíceis, as mulheres e os negros sempre deram provas de força e capacidade. D. Maria ainda mora na comunidade que ajudou a fundar e construir. Ainda brinda a todos com a sua sabedoria adquirida na escola da vida. E ainda surpreende.

29.10.2009. Paulo. Assoc. de Moradores. da Comunidade de Vila Maria.

domingo, 1 de novembro de 2009

Todos e Todas à CONFECOM

A presença massiva e forte dos militantes do movimento social nas conferências estaduais de comunicação é fundamental.

Portanto já é hora de lutar por novas políticas públicas de comunicação que garantam o fim dos monopólios nas áreas de produção, distribuição e comercialização, que garantam de fato um novo tratamento as informações e notícias, em nosso País.

Sejam as Associações de Moradores, Sindicatos, Movimentos anti-raciais, de mulheres ou GLBT. Devemos exigir espaços e medidas públicas democráticas para expor nossas bandeiras, nossas lutas e propostas para a Sociedade Brasileira.

Hoje os movimentos Sociais recebem um tratamento que discrimina e pior marginaliza suas reivindicações e manifestações. E, no entanto, são homens e mulheres trabalhadores que organizados em seus bairros, locais de moradia ou em torno de suas especificidades humanas quem constroem a riqueza desse país e através do aparelho de estado, concedem aos veículos de comunicação a autorização para veicular as falas do cotidiano e os problemas nacionais e do mundo Entretanto todos e todas sabemos que só as rádios e jornais comunitários podem falar com precisão dos problemas sociais e fazer denuncias e reivindicações das melhorias devidas.

Portanto não é mais possível convivermos com essa perseguição aos canais comunitários e mais do isso queremos ver esses canais veiculados nos espectros abertos de comunicação e com freqüências de telecomunicações que realmente possam servir ao povo que solidariamente, se associam para montar esses instrumentos populares de comunicação.

Sonia latge

A Raddio Difusão Comunitária No Brasil


O projeto de lei 4573/2009 + radiodifusores que praticam a desobidiencia civil de transmitir por ondas eletromagneticas a informação, a cultura popular local e cultiva o direito a comunicação, ainda esta longe de ser o que a população quer, e o que ESTA GARANTIDA na nossa constituição. Estamos as vesperas Conferencia Nacional de Comunicação, mas ainda não preparados para assumir de fato que a comunicação é um direito e que os meios devem ser distribuidos democraticamente a todos.

A não criminilazação destes radiodifusores não irá só beneficiar as radios comunitarias, mais tambem todas radios comerciais que estão com suas ortogas vencidas. o fato de se tirar artigos de leis antigas e repressoras (embora já ser um avanço), não ira aliviar ou favorecer as radios comunitarias. As penas administrativas previstas e tão, o mais duras que a criminalização.

O PL ainda esta sem a sua redação final, e isto traz insegurança a todos.

Grupos avaliam que isto trará mais radios ilegais ao ar e que transmissões públicas e das aeronaves seráo “invadidas”.
que a segurança nacional estará correndo serios riscos.
Esta avaliação e um sinal visivel que ainda não se valoriza os direitos fudametais de nossa constituição.

radiofreguencia, espectro eletromagnetico e bem publico, é de todos nós, e se de fato queremos que o direito a comunicação seja realidade
em nosso pais , temos que dividr este espaço para todos. a questão é tecnica e não juridica. e ISTO já existe tecnologia suficiente.

Muitos dizem e pequeno não dá, outros falam e finito e não comporta tudo.
Varios municipios estão sem poder realizar a sua comunicação ate hoje, e se recebe alguma informação e vinda de fora.

A midia que tem maior poder financeiro acaba ditando normas, influenciando culturas, valorizando o consumo desarcebado e consequentemente a violencia.
porque não dividimos.

Sou a favor do resgate da autonomia e da auto governabilidade do municipio. estamos
em um pais cujo nome correto é Republica federativa do brasil.
O governo federal pode e deve INCREMENTAR apoiar e valorizar conselhos estaduais e municipais de comunicação para que o nosso “bem finito” possa dar espaço a democratização da comunicação.


Maria das Graças Rocha
Radialista Comunitária


Participação do Distrital Méier no 1º CONFECOM/RJ


A Conferêcia estadual de comunicação do Rio de Janeiro tem tido grande participação de nosso campo político. Apesar de algumas divergências pontuais, o saldo político total tem sido positivo e a participação do Distrital Méier, do PC do B tem sido expressiva . A bancado de comunistas, que representam as mais variadas entidades, tem sido em torno de 80 militantes de todo estado, demonstrando mais uma vez, a capacidade de aglutinação de nosso partido.

A Conferência se distribuiu em três eixos temáticos; Cidadania e Direitos, Produção de Conteúdo e Distribuição, sendo que nossa participação conseguiu apontar os principais pontos para uma política nacional de comunicação, vitais a criação de um canal de TV Pública, a separação entre produção e distribuição, fim dos oligopólios de mídia, que no Brasil consegue reunir em um único conglomerado empresarial Jornais Impressos, Rádios; emissoras de Televisão, aberta e fechada, e produção cinematográfica, além de haver nos estados representações de seu Baronato Tupiniquim midiático.

É preciso ter em conta que só iremos transformar as propostas apresentadas em programa nacional, de Comunicação após a realização da COMFECOM Nacional, que se realizará em ,Novembro, em Brasília, e que durante, esse primeiro momento, nós não concluiremos o projeto de democratização de mídia. Também não nos encontramos em meio a uma processo de vias de fato de condução a uma sociedade mais democrática, mas engatinhando diante de um imenso poder econômico que se utiliza da arma mais poderosa da humanidade: a comunicação de massa.

Precisamos mesmo romper com esses grilhões, mas essa é uma luta de longo curso e essa é a primeira das batalhas. Já somos vitoriosos, junto com o governo Lula que participa um feito histórico na realização dessa conferência.

Comissão Editorial

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Processo de Organização do Partido na Distrital Méier


A organização enquanto conceito de estrutura partidária vem da organização de filiados e articulados em movimentos sociais, portanto não bastam filiações de massa pura e simples, mas de um processo lógico de filiação e organização partidária de onde se trata de vários aspectos da filiação desde filiações de massa à filiações de caráter ideológico. Portanto desde algum tempo tratamos de filiar e filiar, mas para se ter um processo real nos próximos meses de organização é necessário trabalharmos na construção partidária que tem preceitos que vão além da mera filiação de massa. Esse aspecto remonta o 8° Congresso em certa medida.

No Plano de Estruturação Partidária se trata como elementos de organização: Formação, Organização em Bases e Militância em tais bases, portanto tomando como principio orgânico de nosso partido tratamos de organização em aspectos mais amplos que um mero projeto de crescimento quantitativo, mas pegando o elemento geográfico espelhado em nosso projeto, temos estes como fatores de construção partidária.

Se tratarmos a eleição em aspectos Leninistas iremos perder de vista a questão de conceitos como a hegemonia de Gramsci, que trata da exposição do PC no seio da sociedade em aspectos mais amplos que nos fazem perder de vista a necessidade de um crescimento maior do partido tomando como máxima a quantidade de onde extraímos a qualidade como também a própria estruturação Leninista fica relegada a segundo plano enquanto um partido de massa.

Para se construir um partido de massas e para a massa e necessário quadros em condições de dirigir a massa.

Da ultima eleição de onde tivemos nosso camarada Robertinho como candidato bem como Tia Bete, Dona Meire, De Luca dentre outros candidatos que disputaram votos em nossa região o processo de organização de partido foi ínfimo de acordo com as possibilidades. Temos que ter em vista que ao disputar uma eleição temos a proximidade de outra eleição em 2 anos e portanto a menos que tenhamos dinheiro o que não é o caso precisamos tratar de ganharmos ideologicamente os cidadãos envolvidos nos processos eleitorais. Esta não é nem pode ser vista como formula tipo panacéia mas sim como um processo dialético. Unidade de ação com disputa ideológica em dois campos o das idéias e daí a formação e o econômico que num embate ideológico precisa ser corroído por nossa capacidade de formação e organização.

Precisamos compreender que a sociedade se organiza desta forma e portanto se combatemos tal sociedade precisamos de instrumentos de combate condizentes com tal momento histórico onde permeia o individualismo e o espontâneo daí a maior eficácia de um processo coordenado de organização nestas pontas; Formação, militância e organização em bases tendo ainda como perspectiva que militância que vem a ser militar em organizações sociais que dêem visibilidade ao quadros partidários bem como a nossos candidatos.

Na distrital meier tivemos um decréscimo de votos ao que me parece fruto de relegarmos o trabalho organizativo em diversas nuances como aqui exposto e para que voltemos a ter um peso de maior representatividade; isso em relação a candidatura de Jandira nosso quadro de maior exposição pública. E inegável o papel de outros atores no processo; a mídia, a incompreensão dos comunistas num quadro de disputa pela hegemonia gerando inclusive disputas intestinas na esquerda com o PT e o PDT que não compreenderão que a disputa no município do RJ era uma disputa de projetos e não uma disputa entre forças políticas.

Para termos um maior alcance em nosso projeto se faz necessário ampliar nossa margem de votos tanto na disputa federal quanto estadual mesmo compreendendo como nossa prioridade o Congresso Nacional que nos últimos anos vem levantando a Clausula de Barreira de forma gradual ou pela ampliação de nosso peso político ainda tímido mesmo que com camaradas altamente capacitados que sempre tem aparecido dentre os destaques dos 100 parlamentares de maior influência no congresso.

Percebemos que no RJ um município que concentra 50 % dos votos do estado, um amplo campo de trabalho e o que precisamos encontrar é o que nos diferencie das demais forças da esquerda sem nos deslocarmos do centro do debate; diga-se aqui o nosso debate; a construção do PND concatenando com as nossas candidaturas, esse viés de unidade e luta dentre a esquerda. É ter claro quem são os aliados e onde temos contradições reais a explorar, tanto na esquerda inconseqüente como na direita que perdeu seu projeto. O Neoliberalismo ruiu enquanto projeto econômico, mas permanece ainda difuso no meio da sociedade amplamente apegada a valores individualistas.

Ainda no município se nota um claro recorte de classe enquanto ideal de uma parcela da população que se julga membro da Burguesia (A Pequena Burguesia) mais claramente localizada dentre moradores da Zona Sul e ainda alguns bairros da Zona Norte, daí vemos parte de nossa derrota na Distrital Méier, não só como mero erro tático, mas como resultado de um intenso processo que permeia a disputa ideológica no seio da sociedade carioca que mesmo definhando diante de algo próximo a uma babilônia ainda se coloca como o Rio de Janeiro dos Anos Dourados, a Capital Política, cultural e das belezas naturais brasileiras.

É preciso se dar conta que nosso discurso precisa dar conta dessa parcela social espremida entre o caos social e antiga sensação de centro produtor Brasileiro. A população não percebe que a desindustrialização da cidade do RJ é a maior geradora de criminalidade e nesse processo de embate e disputa ideologia se situa o PC do B, aqui então vislumbro em nossa distrital alguns elementos importantes; a favelização em torno de grandes indústrias, por exemplo, a GE no Jacarezinho e empresas de tecelagem, costura e demais produtores de insumos destas empresas; A favelização de Manguinhos área federal destinada a horto de experimentos da FIOCRUZ que vem basicamente na esteira da desindustrialização de Jacarezinho e Benfica. Bem aqui deixo lacunas em Favelas como as situadas na região mais próxima do bairro do Méier e imagino que a composição do Morro do Alemão se aproxime basicamente das já citadas Favelas de Jacarezinho e Manguinhos.

Nesta esteira vejo basicamente um dado de caráter nacional que coloco em relevo mais de forma tautológica que cientifica, mas que se faz verdade ao olharmos o grande numero de famílias onde as mulheres trabalham e são os chefes da família, diga-se aqui fundamentalmente mulheres negras. Dentro disto vejo a constituição do trabalho tanto do Robertinho com uma ênfase em capoeira mais inserida nesse contexto como o de Tia Bete que vem a ser o retrato mais fiel desta realidade.

O trabalho comunitário em nossa região não pode dispensar basicamente os bairros nem tornar exclusivo o trabalho em favelas mas é preciso a partir daqui ter em conta que nós os comunistas tecemos nosso trabalho embasados na ciência e para tanto não é possível relegarmos tais elementos.

Aqui não pretendo tecer nenhuma avaliação mais crua por não achar que uma percepção mais focal nos aproxime mais da realidade por isso teci esse documento com certo distanciamento visto que meu ainda parco conhecimento da região não permite maior detalhamento. Ainda não tenho este documento como fim e espero a contribuição coletiva nessa batalha. Desde já agradeço a meus camaradas desta direção que contribuíram no meu conhecimento e domínio da realidade desta região do Rio de Janeiro.

Bruno José de Oliveira.

Secretário de Organização do Distrital Méier do Rio de Janeiro

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ocupar o Parlamento



“Estava atoa na vida
O meu amor me chamou pra ver a banda passar cantando coisas de amor ” ...
Chico Buarque de Holanda


Numa das falas de José Reinaldo, durante o II° Congresso do CEBRAPAZ no Rio de Janeiro, há um relato da experiência do Partido Comunista Chileno, que apesar de fazer 30% dos votos e conseguir incidir sobre a luta operária da população chilena, não atinge o coeficiente necessário à eleição de seus representantes no legislativo, devido a uma legislação bipartidária próxima do modelo americano.
Em outro momento, nos textos de preparação ao congresso, o camarada Walter Sorrentino traça uma radiografia do Partido com 200 mil filiados e cerca de 70 mil militantes, dentre os quais um número expressivo com mais de 20 anos de vida partidária.
A estratégia tomada pelo partido nos últimos anos, após a ditadura, nos revelou um desconcerto com a realidade diante da qual viramos as costas; a vida pública, que só nos servíamos de púlpito de denúncias e extensão da organização dos movimentos populares, dos quais os comunistas participavam. Estranhamente, nossos companheiros parlamentares, com seus defeitos e limitações, estão sempre dentre as 100 melhores cabeças do Congresso Nacional jogam sempre um papel fundamental na garantia de direitos dos trabalhadores e do país.
Aqui se apresentou um dilema que, ao que me parece, estamos próximos de superar, visto que nossa preocupação tem se demonstrado em fortalecer o partido nas urnas desde o 1° Gov. Lula, ainda que com um acerto maior em certos locais em detrimento de outros, às vezes, de forma surpreendente, como a vitoriosa ida de Flávio Dino ao 2° turno, em Natal.
O voto universal, como relata Buonicore em um de seus textos sobre a formação do Partido Comunista, é vista já por Engels como um passo atrás da burguesia aos trabalhadores, haja vista como estes caminhavam ao confronto direto em sua formação original, como partido revolucionário predisposto a formar a sua própria ditadura em face da ditadura do parlamento burguês do período. Há ainda que se dizer que, se há cerca de 40 anos atrás, alguns tombaram diante da guerrilha, nossa dívida para com eles é ocupar os espaços democráticos, conquistados com o suor e o sangue desses camaradas.
Portanto, o projeto de “mergulho nas massas”, termo usado por muitos de nossos camaradas, deveria ser adaptado para retirar do meio das massas, militantes invisíveis, para a vida pública mas que dentro do partido são os nossos ditos quadros de massa, quadros de partido, militantes que dedicaram a vida diuturnamente, e que ainda trazem consigo o ranço do sistema eleitoral vigente. É sempre bom lembrar a todos que estar comunista ou estar parlamentar ou mesmo estar dirigente deste, ou daquele órgão de determinada frente, seja ela sindical ou comunitária, são tarefas partidárias e o parlamento é uma tarefa de partido, não uma benesse da qual tenhamos que ter vergonha. Aliás, diga-se o contrário, somos educados, tanto dentro dos moldes burgueses, que espaços públicos, sejam eles postos de trabalho, cadeiras nas universidades federais, ou mesmos cadeiras parlamentares, são ornadas para aqueles que a sabem usar. E quem são esses? Os burgueses de fino trato, que fazem política para burgueses, que refinadamente, nos trazem observações do tipo “Sua riqueza é seu compromisso com a comunidade ‘Aqui leia-se comunidade”. Aquela onde os burgueses só entram ou de dois em dois anos, ou nos momentos dos mega projetos sociais, dos quais as “comunidades” entram e saem carentes.
Na nossa ingenuidade, nós os consideramos como donos de uma ciência sem dono, de uma ciência elaborada ao longo de séculos de vida da nação.
Portanto, a participação popular no parlamento, ao contrario do que se tentam inculcar em nossas cabeças, não é feita para iluminados e sim para aqueles que sentem na pele as necessidades cotidianas. E sim, muito teremos que estudar para fazermos parte desse pequeno e seleto clube de selvagens. Quem criou a selva de pedra e a muralha segregaria entre brancos e negros ou entre ricos e pobres, renegando a existência até de classes antagônicas, espera que a morte nos salve, eles não vão deixar barato, para entrarmos de penetra em seu clube de luxo, com regras do jogo preestabelecidas que só se mudam na marra e na luta.
A luta, camaradas, nesse momento de construção de um PND, não é um mero esboço teórico nem retórico, em um livro que o tempo vai curtir a poeira. Essa luta começa na elaboração coletiva do projeto. Não são essas as regas do jogo? Já sabemos que a arbitragem é deles e só nos restas alterar as regras, com um Partido herdeiro de uma câmara de vereadores com bancada de 70%, como tivemos na década de 40 no Rio de Janeiro, na época, capital brasileira.
Só quem tem propriedade pra dizer onde seu calo aperta é o dono do calo, não espere sentado que este modelo não veio pra ficar, mas não vai cair de maduro, nós temos de derrubá-lo e nosso passo fundamental e inverter a lógica das regras do jogo, pois estas já caducaram. É hora de Impormos a nossa agenda. Já bateram os sinos e parecemos surdos ao povo que esta disposto a ocupar tais cargos. Se não estivermos à altura da nossa realidade, o bonde da história vai passar.

Bruno José de Oliveira
Secretário de Organização do Distrital Méier Rio de Janeiro
Texto enviado a tribuna de debates do 12° Congresso do PC do B

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Assim Começa a Fala de Meszáros em um misto de Italiano, Português e alguns termos Ingleses que ele tenta rapidamente explicar em português.



Marx fala sobre a ascendente e decrescente do sem precisar datas ou tempos históricos como uma característica política de qualquer tempo. Portanto a queda do leste Europeu se coloca na fase decrescente desse movimento histórico.

A tese construída por Hayek que após sua criação e o Nobel em economia e Adotada pelos Trabalhistas Ingleses e colocada em prática por Thatcher relançando a tese de Fim da História “faz com que a múmia Haiék já naquela época se levantasse de seu túmulo” sendo que ela já havia morrido há 50a no estado de bem estar social pós-guerra.

É fato que o sistema capitalista tem em si coerências históricas dadas a um certo tempo da história expor muitos séculos isso assegurou o modelo capitalista como coerente indutor de desenvolvimento. Tendo a fase expansionista do capital se exaurido já não há mais espaço para tal sistema produtivo e o que resta é um processo de superprodução que rompe com a cadeia distributiva do capital trazendo aí contradições.

Thomas More já em Utopia Falava que o homem era a arte supérflua nesse modelo produtivo e aquele ainda era o início de uma brutal e continuada exploração. Mesmo Locke como liberal que era falava dos ladrões como aqueles que tomavam o necessário a sua existência.

Quando se começou a falar na não influência do estado na economia, e se reproduziu no estado uma imensa hibridização do estado com a economia a crise que acaba de irromper só trás essas demonstrações à tona, deixando claro a quem serve esse estado sendo que o que houve não foi uma socialização pelo alto e sim uma estatização que visa a salvaguardar a sobrevida do estado capitalista.

Historicamente traz sim a limitação final do estado capitalista e nos coloca como esquerda nas palavras de Meszáros “Há uma imagem de um trem que vem chegando com a nova era mas estamos presos no túnel.

Outro aspecto Subvertido de significado no capitalismo são as alianças políticas que servem hoje não mais à diferenciação, entre os campos políticos e sim a governabilidades que se formalizaram e são toleráveis neste momento histórico.

É preciso salientar, diz ele, que há limites fundamentais nestas alianças, visto que as guerras no momento atual são guerras localizadas sem possibilidade real de expansão a um conflito de proporções internacionais. Tendo visto a atuação dos EUA no Iraque e Afeganistão, que ao invés de como nas guerras clássicas ajudarem a recompor o sistema do capital, estão corroendo-o por dentro.

A atual disputa com a China no campo econômico poderia, era sim, gerar um palco para revoluções visto que colocaria os dois modelos em Planos opostos e a social democracia ou o reformismo já não correspondem mais ao papel jogado no pós-guerra mundial. Tendo havido grandes avanços sociais e políticos no campo dos trabalhadores e na democracia da financeirização esta se coloca como um contrapeso ao trabalho.

Berlusconi é o fruto do Euro-comunismo e há um acomodamento da classe operária na Europa hoje.

O Socialismo no eixo como nós conhecemos nós entendemos não faliu, mas não está inscrito no futuro e, quando se der, será como um amplo movimento de massas.

Fala de István Meszáros no Lançamento do Livro Estrutura Social e Formas de Consciência

Bruno José de Oliveira

Secretário de Organização da Distrital Méier

A Intervenção de Giorgi Giordany Economista e Ministro da Economia da Venezuela No Lançamento do Livro de Istvám Meszáros


O Ministro venezuelano aponta três eixos naquilo que ele diz com muita propriedade ser, não o Socialismo para o século 21, mas o Socialismo do século 21.

Perspectivas que, dentro do sistema atual, colocam a existência da pobreza, não mais localizada em países do terceiro mundo, mas um problema que abrange todo o Globo terrestre mesmo que se utilize os indicadores da ONU e dos demais órgão internacionais criados no ambiente do Sistema Capitalista o que demonstra a incapacidade sistêmica de dar respostas dentro desse Sistema de Produção nos marcos da crise atual.

Segundo; que a questão ambiental em si já apontada por Meszáros se faz insolúvel dentre todas e quaisquer resposta que o sistema tentou elaborar, mesmo com suas políticas de tentar criar novas fontes de energia, sendo que estão levando o planeta a uma exaustão climática de imensas proporções. Se, de um lado, quebram seus próprios protocolos como o de Kyoto ou a agenda 21, de outro promovem guerras e saques na sua lógica expansionista nos mais variados rincões do mundo.

Agora, com seu cavalo de tróia latinoamericano, a Colômbia de Uribe. Colocando ainda a questão de quebrar todos os tratados de não proliferação de armas, sejam elas as químicas ou biológicas, colocando em questão a existência da espécie humana em risco.

Não se encontra uma resposta para a questão da própria sobrevivência do Capital, pois estamos diante de uma crise de estrutura do Capital.

Daí, ele elenca que na venezuela, quando se conformou o primeiro governo eleito de Chaves, a constituição primeira de seu governo já trazia conteúdos de avanços sociais e que, no ultimo plebiscito o que se teve, foi um empate entre a social democracia ligada a setores da direita conservadora que manteve aquela constituição que em si já contém esse avanços tentando barrar o avanço democrático em direção ao Socialismo.

Heloísa da Silva Presidente Do Distrital Méier

Carlos Nélson Coutinho


Na mesma mesa de Meszáros, Nelson Coutinho abre a sua fala lembrando os limites da socialdemocracia da 2° Internacional e reiterando Marx;

“A condição Para ampliar a construção do socialismo em direção ao comunismo é a redução da jornada de trabalho”

Com Isso, trata, que diante dos avanços tecnológicos já não há mais duvida, o capital se contorce expulsando trabalhadores da produção e outros setores porque essa crise é a Crise de Superprodução, nas quais Marx alertava em seguida vai tecer comentários sobre a Revolução Russa nas quais elenca:

Sim, Trotski fez a correta defesa de princípios na esteira da internacionalização da revolução, mas diante do momento político que foi o pósguerra não havia outra resposta que não, a dada por Stálin de tentar manter sólido o Bloco Soviético do socialismo em um só país devido ao cerco Imperialista, e quem responde a isso é Gramisc, com a Questão Nacional.

O Socialismo não é um ideal ético e sim um modelo de produção, e que, portanto, seria preciso repensar a questão como o modelo estabelecido por Marx como ditadura do Proletariado, pois esta foi a resposta Marxista à ditadura burguesa, mas que o próprio Engels já colocava de forma diferente diante do voto universal. Naquela ditadura, portanto o debate em questão não seria mais sobre o que é ditadura mas sim qual modelo de democracia.

Uma democracia fundamentada na posse por meio do estado dos principais meios de produção e que todo restante são tarefas em aberto para um período de transição no ambiente nacional.

Aqui ele coloca dois dissensos Venezuelanos postos por Chaves em discurso Público; “Foi tomado o poder Político agora; é preciso garantir o avanço dentro da Sociedade Civil”, como também rememorando Gramisc.

Diferente disso no brasil o pt chegou ao governo mas, para manter precisa firmar alianças e fala do sujeito revolucionário do qual é preciso encontrar o mote e que esta questão subjetiva é uma das amarras para as condições objetivas de transformação no Brasil.

Cristina Adelbi locatelli

Secretária de Organização da Base de Maria da Graça

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mais uma reunião da U.B.M. no Jacarezinho


No sábado dia 08/08/2009 houve mais uma reunião da U.B.M. (União Brasileira de Mulheres) na ONG Saúde e Cidadania situada no Jacarezinho. Estiveram presentes membros da U.B.M. Núcleo Jacarezinho Márcia, Carmen e Vilma; mais quatro moradoras da localidade, além dos membros da U.B.M. Núcleo Méier Angela Sá e Flávia Moraes.
Os temas escolhidos na reunião passada Violência Domésticfa e DST/AIDS foram tratados nesta reunião. Para abordar os mesmos, foi usada a técnica "grupo", criada por Pichon-Riviere e leitura de textos. Nesta técnica tod@s os integrantes participam com a sua fala, com a sua opinião e com o seu silêncio defendendo seus pontos de vista, o que difere do método tradicional de transmissão de conhecimento centrado em uma pessoa.
Assim, partiu-se do pressuposto de que tod@s são possuidores de um saber acerca dos assuntos tratados, portanto tod@s foram incluíd@as na discursão e o aprendizado foi conjunto.
Foram distribuídos cartilhas sobre prevenção da violência doméstica, incluíndo a Lei Maria da Penha; além de outros panfletos informativos sobre DST/AIDS, tuberculose, influenza A e etc.
As participantes também receberam preservativos.
Houve também a exposição de um painel sobre DST/AIDS e o uso de preservativos montado pelo Lúcio, coordenador da ONG Saúde e Cidadania.
Infelizmente, não houve um aprofundamento sobre as DST/AIDS, pois os profissionais de saúde convidados não poderam comparecer a reunião.
Ainda houve a eleição de delegados para a 12ª Conferência Municipal do Partido Comunista do Brasil. Foram escolhidas Márcia como delegada e Carmen como suplente.
A próxima reunião foi marcada para o dia 05/09/2009 às 15h. O local e o tema a ser discutido ainda serão escolhidos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Reunião dos Dirigentes do Base Pc do B do Rio de Janeiro


Mais um grande passo para uma Conferência Municipal representativa!

A troca de experiências dos dirigentes das diferentes bases do Pc do B é fundamental para que tdos compreendam que estão no mesmo barco.

Sugestões valiosas foram trocadas, confiança na construção do XXII Congresso Do Partido foram fundamentais para que pavimentemos a estrada em direção ao Socialismo.

É bom saber que continuaremos unidos na construção de um mundo melhor!

Heloisa Silva

Membro do Comite Municipal e

Presidente Do Distrital Méier

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Agradecimentos de Márcia do Bloog Márcia e suas Leituras ao Blog do distrital Méier


Obrigada Bruno e demais camaradas deste bravo distrital.
Divulgar coisas sérias é nossa obrigação e este blog é muito sério, mostra como um distrital deve trabalhar e organizar seus militantes,
Meu obrigada é para vocês que nos estimulam sempre a lutar por um mundo mais justo e igualitário.
saudações socialistas


Márcia Silva
Membro da direção nacional do CEBRAPAZ

Reflexões sobre a Política de Quadros


Quando o PC do B se encontrava na ilegalidade, o confronto com as forças conservadoras de direita, que compactuavam com a entrega de nosso país ao império estadunidense, era mais visível. A radicalidade impunha-se: ou se era contra ou se era a favor; o conflito estava instaurado.

Ao conquistar-se a legalidade, com um preço muito alto para aqueles patriotas que haviam lutado pela conquista do socialismo, os inimigos do período negro de nossa história sentiram a necessidade camuflar-se para manter vivo o chamado entreguismo.

As novas regras de convivência social foram ditadas pelos conservadores; comunistas e progressistas, por necessidade, agrupavam-se em agremiações nem sempre muito claras ideologicamente.

Todavia, o PC do B manteve acesa a bandeira do socialismo, buscando formar massas partidárias no seio do povo, única garantia de sobrevivência dos ideais marxistas. Abrir o partido, formar lideranças, objetivando a construção do socialismo no brasil e no mundo, enfrentando um poder de comunicação midiática, nunca dantes visto.

Através de sua programação, os meios de comunicação formam as mentes de nosso povo com idéias reacionárias, a serviço do capital rentista.

Amplitude na abertura partidária, radicalidade na defesa estratégica para não perder o rumo da política partidária: eis o grande desafio que nos está proposto.

Tal como esta em nossas teses congressuais, formar lideranças, quadros partidários, num momento de recuo partidário, num momento de recuo do movimento popular, não é tarefa fácil.

Redefinir o conceito de quadro, estabelecer os limites das concessões táticas, eis o que nos espera. A meu ver, a busca de quadros lideranças nas comunidades é a chave para a abertura destes novos tempos de ação partidária. Reconhecer nas lideranças do PC do B, e traze-los para a militância na construção do socialismo, demandará muito esforço de todos os militantes e quadros atuais do partido, num grande esforço de atualização ideológica para ter ouvidos de ouvir e olhos de ver.

Vamos a luta, camaradas! Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

Heloisa da Silva Vieira

Presidente do Distrital Méier

e membro do

Comitê Municipal - RJ

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

64 anos do ataque atômico desferido contra Hiroshima, já no final da II Guerra Mundial.

Na quinta feira passada, dia 6 de agosto, um noticiário de rádio me chamou atenção que era “aniversário” de 64 anos do ataque atômico desferido contra Hiroshima, já no final da II Guerra Mundial.

Naquele dia todos os homens e mulheres do mundo e todas as demais gerações desde então conheceu um novo tipo horror, diferente de tudo o que já fora experimentado pela humanidade, muito embora devamos reconhecer que nesse aspecto nesse período, como avisava Marx, onde a barbárie prevalece, todos os sistemas do capital tem sido bem “criativos” em seus esquemas de destruição.

Mas, de todo modo, nós, militantes da CTB que propugnamos a luta pela PAZ MUNDIAL em nosso programa não podemos deixar de registrar que quando os USA arremessaram a maldita bomba de 60Kg de urânio em Hiroshima, a guerra já estava ganha e tratava-se de afirmar que estava surgindo um novo Império: o império americano! Império este que nunca pagou pelo crime que cometeu então e, o que é pior, nunca respondeu pelos danos que a devastação nuclear causou nos homens, mulheres e crianças japonesas das regiões atingidas. Afinal o que dizer do aumento - muito acima da média - de nascimentos de descerebrados, deficientes mentais, mutilados.

Pensando nessa tristíssima página da história humana cabe lembrar que ainda hoje muitas das bombas e equipamentos usados pelos USA e seus aliados no Iraque e Afganistão são armas químicas e suas seqüelas nas populações atacadas e até mesmo nos militares envolvidos ainda não foram devidamente avaliadas.

Agora os USA estão empenhados em instalação em plena América do Sul mais 3 bases militares de capacidade e poderio militares que ainda não podemos avaliar com precisão. De todo modo essas bases trarão junto consigo mais 800 militares de alta patente, além de 600 civis americanos. Isso sem contar com os quadros das forças armadas da Colômbia, aquela que mais cresce em nosso continente.

No mês passado, na sua Assembléia Nacional, a militância do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, CEBRAPAZ, debateu com profundidade os temas da militarização e das bases estrangeiras no continente e, na ocasião, diversos participantes, inclusive de delegações estrangeiras, chamaram a atenção para o fato e os Estados Unidos estarem dispostos a transformarem a Colômbia em uma "Israel da América Latina" cujo objetivo seria cercear as mudanças populares e anti-capitalistas que começam a surgir nos governos populares na região. Vale a pena entrar no site do CEBRAPAZ para ler na íntegra a nota publicada sobre esse tema.

Da parte da CTB além dessa manifestação formal, pensamos que devemos apoiar a iniciativa dos presidentes Lula (Brasil) e Bachellet (Chile) de convocar para o próximo dia 10 de agosto o Conselho de Defesa Sul-americano para tratar do tema e, se possível, fazer chegar a esse Conselho uma posição unitária de luta pelo desmantelamento de todas as bases militares estrangeiras no mundo, em especial as que estão situadas em nosso continente e um firme repúdio as práticas facistas do Governo Uribe que oprime o povo colombiano, é cúmplice nos assassinatos de sindicalistas e lideranças populares e quer transformar aquele país irmão num Estado terrorista contra os povos e países da região e governos democráticos e antiimperialistas.

Pela Paz Mundial e Soberania dos povos.

Pelo desarmamento dos países em particular das potências imperialistas.

Sonia latge

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sobre o Trabalho de Cultura do PC do B

O PCoB poderia trabalhar para se criar bases de cultura, cultura popular nos bairros e descobrir novos talentos em diversas áreas das artes. Fazer trabalho de base para que o povo tenha possibilidade de ter as artes uma forma de expressão e uma forma de debater seu dia a dia. A arte tem que ter um trabalho apoiado pelos governos municipais, estaduais e federal para que tenha condições de crescer e se fazer presente no povo respeitando a individualidade de cada pessoa. A arte tem que ser melhor discutida dentro das bases do partido e ter seus membros muito claras os objetivos no trabalho com as comunidades, ela não pode ser propaganda do partido e sim uma extenção das idéias do pcdob acerca dela.

Alexandre Farias

Mestre em Artes Cênicas da Faculdade Estadual de Santa Catarina

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pressão social para garantir a Confecom

Diante das chantagens dos barões da mídia e das vacilações do governo Lula, aumenta a pressão dos movimentos sociais para garantir a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), prevista inicialmente para dezembro. Os conglomerados do setor querem restringir o temário do evento e impor um critério totalmente desproporcional de representação – 40% dos delegados para os empresários –, além do “quórum qualificado” de 60% nas votações do evento. É muito petulância! Emparedado, o governo dá sinais de cedência diante dos barões da mídia.

Temendo retrocessos, os movimentos sociais intensificam a pressão na luta pela democratização dos meios de comunicação. A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) acaba de lançar um documento contundente contra chantagem empresarial. “A Abraço convoca todas as rádios comunitárias do país a se juntarem às Comissões Pró-Conferência de seus estados e a organizarem grande mobilização pela realização da Conferência Nacional de Comunicação verdadeiramente democrática”. Para a entidade, seria um grave erro castrar o temário do evento, que deve apontar um conjunto de políticas públicas e de medidas de regulamentação do setor.

“Afronta aos princípios democráticos”

“Ratificamos a importância da conferência com a participação do governo, de representantes dos movimentos sociais e dos empresários e até agora fizemos de tudo para que isso aconteça. Se os empresários se recusarem a participar do processo é responsabilidade única e exclusiva deles e em nada afetará a legitimidade da Confecom... Os capitalistas da mídia solicitaram mais uma vez o adiamento para a aprovação do regimento interno. A proposta de 40% de delegados para a mídia comercial é uma afronta aos princípios da democracia que estamos construindo, por dar gigantesca representatividade para quem é uma parcela insignificante da população”.

A Abraço defende que a Confecom aborde “o fortalecimento da radiodifusão comunitária como sistema público não estatal; dimensões regulatórias necessárias ao processo de desburocratização do serviço; aumento da potência para garantir a universalidade do acesso; financiamento público, com a criação de um fundo com percentuais dos recursos que são gastos na publicidade oficial; anistia para quem foi condenado ou esteja em processo judicial e devolução dos equipamentos apreendidos; redistribuição dos canais de forma a garantir a complementaridade dos sistemas público, estatal e privado com destinação de 1/3 dos mesmos para cada segmento; garantia de acesso à digitalização de forma subsidiada; descriminalização da radiodifusão comunitária”.

“Eu quero a conferência de comunicação”

No mesmo esforço de pressão social para garantir a Confecom, ocorrerá nesta quarta-feira, às 12 horas, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, uma manifestação político-cultural para exigir a “solução imediata para o fim dos impasses que podem prejudicar a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação”. Os organizadores do protesto alertam a população que “a Confecom pretende organizar a legislação para o setor” e que ela é uma “reivindicação de diversos setores da sociedade desde o início do governo Lula, que já realizou mais de 50 conferências temáticas”. Explicam que os empresários estão sabotando o evento porque temem a regulamentação do setor e exigem: “Eu quero a conferência de comunicação”.

Iniciativas como a da Abraço e do comitê carioca são vitais neste momento. Elas servem como contraponto à forte pressão dos barões da mídia. Ajudam a reforçar as posições de setores do governo que não aceitam as manobras empresariais para abortar ou esvaziar o significado da Confecom. Também estimulam a reflexão no próprio setor empresarial. Duas entidades patronais (Abra e Telebrasil) já anunciaram que não serão apêndices da poderosa Associação Brasileira de Rádios e Televisões (Abert), teleguiada pela Rede Globo, e que participarão da Confecom. Na própria Abert começam a surgir sinais de divisão. Mariana Mazza, daTeleNews, informa que “a Record teria sido voto vencido nas discussões internas da associação”, o que confirma a fratura no setor empresarial. O momento agora exige intensificar a pressão dos movimentos sociais para garantir uma Confecom democrática e progressista.

Postado por Miro às 12:44

Postado Originalmente No Bloog do Altamiro Borges



Goataria de agradecer de Publico a todos os colaboradores de nosso Bloog que são ainda uma pequena mais seleta lista de Publicistas que acreditam nesse veiculo de comunicação que é o blog aica aqui meu agradecimento especial a Marcinha do CEBRAPAZ que tem dado uma força especial em divulgar o Blog do Distrital Meier bem como nosso dirigente maoior e incentivador de todos os blogs de militantes Altamiro Borges o Miro por sua solicitude .

Um Abraço Fraterno a todos os nossos camaradas que aqui contribuem e só não os cito pq além dos próprios endereços e blogs aqui disponiveis vários outros companheiros depositam aqui suas opiniões e posições que obviamente comptemplam nossas publicação quase que diariamente.

ASSIM COMO ESTAREMOS DISPOSTOS TAMBÉM A PUBLICAÇÃÕES CAPURADAS E DEVIDAMENTE NOMEADAS QUANDO SEUS BLOOGS NOS PRESTIGIAREM COM NOTICIAS QUE ESTEJAM NA ORDEM DO DIA

AGRADECEMOS A TODOS E TODAS


Capoeira,Chapéus e Abadas

Quando vejo uma roda de capoeira, com a gurizada com seus largos abadas de malha, camisetas com nomes dos tantos e tantos grupos, coloridas cordas de algodão trançadas a quatro fios na cintura, impossível não lembrar dos capoeiristas do século passado.Aqueles, cuja boca da calça, quando abordados pela polícia, não poderia permitir que passasse um limão: era prova de capoeiragem, ou vadiagem, crimes que se equivaliam desde 1890.
Pelo início do século XX, capoeirista que jogava angola vestia terno, geralmente branco. Camisa, de qualquer cor. Sapatos, largos o suficiente para soltarem-se na velocidade necessária para que pudesse segurar uma navalha entre os dedos dos pés. E lenço no pescoço, obrigatoriamente de seda. Jogar angola significava jogar sem deixar cair o chapéu nem sujar o terno branco.
Esta figura, o capoeirista, mesmo vivendo nas condições de maior miserabilidade, em cortiços do Rio, Salvador ou Recife, esteve sempre ligada à celebração da vida, ao viver intensamente, fator gerador e determinante da construção da idéia de malandragem. É a contra-ordem da ordem, de quem aprendeu no tronco à base da chibata a sobreviver. Por isto o capoeirista apavorou tanto no pós-abolição.
Eram as elites brasileiras, recém saídas do escravismo, aprendendo a explorar os imigrantes europeus chegando para ocupar as vagas oferecidas pelo novo sistema produtivo necessário ao capitalismo nascente. E o que fazer com a imensa massa de negros vadiando pela cidade, com fome e sem emprego? melhor fazê-los pensar que tinham algo, nem que fosse a pequena liberdade de ir e vir. E a própria vida para jogar, entre eles mesmos.
A contribuição do imaginário popular à capoeira misturou suas características com as do malandro, sedutor, cheio de glamour e que tem saídas espertas para todas as situações. Na verdade, não existe glamour nenhum em morrer cego e pobre, como Mestre Pastinha, Ou pobre e abandonado, como mestre Bimba, que arrancou de Getúlio Vargas a descriminalização da capoeira. Ou como tantos outros anônimos que até hoje se recusam a fazer da capoeira empresas comerciais, e levam a sério seus fundamentos. Tão a sério que continuam nas periferias, ensinando com glamour e dedicação o que só os herdeiros de Bimba e Pastinha conseguem transmitir.
Regina Abrahão


Estudante de Ciências Sociais UFRGS – Capoeirista Olufé Capoeira RS , Mestre Bolívar

Colaborações de Camaradas De Partido Sebre Cultura

Esta semana em Virtude do Encontro Nacional de Cultura Do PC do B Rumo ao 12° Congresso a Realizarse No Rio De Janeiro de 14 a 17 de Agosto estaremos publicando alguns textos e colaborações de nossos camaradas sintanse a vontade e enviem seus textos para boliveras65@gmail.com